quarta-feira, 16 de março de 2011
Série Sonhos e Pesadelos - Parte II
Então....
O cara sumiu no quintal, abrir uma cova...
E eu, em pânico, desnorteada, só pensava em sumir dali... fui pro quarto e comecei a enfiar as minhas roupas na mochila...
Lembrei de uma saia que estava no varal e fui pegar...ia sumir...que casamento que nada!!!
Pensei: - Ahhh...Que bom !!! Ninguém vai me ver aqui...vou sair linda e never more look at my face...
Mas, exatamente neste instante...a minha mãe apareceu.... pra buscar sei lá o que...e eu fiquei em choque, petrificada, sem saber o que dizer...nem tempo pra articular palavra...
Ela me disse: - O que vocẽ esta fazendo aqui....esta atrasada, estão esperando por vocẽ ! Vamos !
Ela reparou que eu estava com a mochila pronta e eu fiz de conta que estava apenas deixando as coisas em ordem.
Completamente muda, autômata, eu a acompanhei até a sala e, ao perceber que os pés do defunto, enrolado no tapete, atrás do sofá eram visíveis, entrei em desespero e, num pulo, me posicionei de tal forma a impedir que ela visse...
Minha mente num turbilhão...será que ela viu...será que ela reparou no tapete...será que eu estou me comportando estranhamente...
Certamente...o que devo dizer...e pensava: - Tomara que a criatura não me apareça com uma pá, todo cheio de terra....hahhaha...que desespero...
Então...
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Série sonhos e pesadelos - 3º episódio
De repente eu estava me arrumando, colocava a roupa com pressa, alguém batia na porta do quarto, e me apressava nervoso do outro lado da porta.
Me disse que não iriam me esperar
Certa de ter sido deixada ali, sozinha, girei a chave, abri a porta, e saí do quarto pensando em como chegaria ao casamento, qual caminho, ônibus deveria tomar.
Quase na porta da rua fui surpreendida por alguém, um homem alto,forte,braços peludos que tentavam me imobilizar, consegui reagir e me livrar, corri para o outro lado da sala e , não sei como, nem de onde apareceu um machado, plim !
Do nada, eu segurava um machado pesado, com os braços em riste, erguidos, acima da minha cabeça, ameaçadora...
Ele fez um movimento na minha direção, e eu...vúúp...desci o machado, túm..um som seco,o impacto,abri os olhos pra ver onde tinha acertado.
Machado cego, sem muito corte, doeu mais o peso da pancada, apenas um corte grosso, de uns 10cm, mas não fundo, nem sangue,...
Um instante, e ele partiu pra cima de mim...
Olhos vermelhos de ódio, senti toda a fúria...
Um estampido de arma ecoa na sala, vejo meu agressor ferido, sangue escorrendo, parecia que tinha acertado logo abaixo do ombro esquerdo, olhei para o lado oposto pra saber quem atirou.
Reconheci e pensei o que ele estaria fazendo ali, ele reclamava que nós tínhamos perdido a carona.
Outro som seco,búmm, o corpo batendo no chão, meu agressor, caído, duro e morto.
O chato reclamando, e eu pensando, quem vai onde agora ? E o corpo,e o homicídio? E agora ???
Não fui eu que matei, pensei, chamo 190 ??
Ele então percebeu a merda, e se desesperou e, eu me sentindo culpada, responsável, devia ajudá-lo...
Enrolamos o corpo num tapete e colocamos atrás do sofá, tínhamos que achar um local pra esconder o corpo, sugeri a ele uma cova no quintal, e comecei a arrumar minha mochila pra sumir dali...
Então....
Me disse que não iriam me esperar
Certa de ter sido deixada ali, sozinha, girei a chave, abri a porta, e saí do quarto pensando em como chegaria ao casamento, qual caminho, ônibus deveria tomar.
Quase na porta da rua fui surpreendida por alguém, um homem alto,forte,braços peludos que tentavam me imobilizar, consegui reagir e me livrar, corri para o outro lado da sala e , não sei como, nem de onde apareceu um machado, plim !
Do nada, eu segurava um machado pesado, com os braços em riste, erguidos, acima da minha cabeça, ameaçadora...
Ele fez um movimento na minha direção, e eu...vúúp...desci o machado, túm..um som seco,o impacto,abri os olhos pra ver onde tinha acertado.
Machado cego, sem muito corte, doeu mais o peso da pancada, apenas um corte grosso, de uns 10cm, mas não fundo, nem sangue,...
Um instante, e ele partiu pra cima de mim...
Olhos vermelhos de ódio, senti toda a fúria...
Um estampido de arma ecoa na sala, vejo meu agressor ferido, sangue escorrendo, parecia que tinha acertado logo abaixo do ombro esquerdo, olhei para o lado oposto pra saber quem atirou.
Reconheci e pensei o que ele estaria fazendo ali, ele reclamava que nós tínhamos perdido a carona.
Outro som seco,búmm, o corpo batendo no chão, meu agressor, caído, duro e morto.
O chato reclamando, e eu pensando, quem vai onde agora ? E o corpo,e o homicídio? E agora ???
Não fui eu que matei, pensei, chamo 190 ??
Ele então percebeu a merda, e se desesperou e, eu me sentindo culpada, responsável, devia ajudá-lo...
Enrolamos o corpo num tapete e colocamos atrás do sofá, tínhamos que achar um local pra esconder o corpo, sugeri a ele uma cova no quintal, e comecei a arrumar minha mochila pra sumir dali...
Então....
sábado, 7 de agosto de 2010
Fragmentos do cotidiano
Na rodovia
De repente...
Eu estava dirigindo um carro....
Sozinha....
Música boa, eu tamborilava os dedos na direção e mexia a cabeça afirmativamente.... cadenciadamente...no ritmo...
Tarde de sol....
A rodovia parecia um veludo....
Arvores frondosas ao largo...
Ia em alta velocidade...e, … sem mais...nem menos....
Dei sinal e parei o carro no acostamento...próximo a um viaduto...atrás de outro carro...
Avistei um casal andando, subindo em direção ao viaduto...
Apertei o passo, não queria perdê-los de vista...
Do topo do viaduto, atravessando a pista, atrás de uma cerca de arame farpado, no meio de um pasto, dava pra ver um galpão...
Quando cheguei ao topo, não vi o casal na minha frente e pensei que não teria dado tempo deles chegarem ao galpão...
Pensando isto percebi que, no meio fio corria uma lâmina d'água, numa super velocidade...
Movendo a cabeça para a esquerda meus olhos acompanharam a corredeira rápida e sutil e quando levantei o olhar.... vi a garota, quase num espacate, tentando atravessar sem pisar na lâmina d'água ….e …..slipt....
Escorregou.... e arrastada pela água, no concreto foi sendo lixada viva...cobriu-se de sangue...e sendo levada...pela correnteza....
Uma agonia, eu não conseguia desviar o olhar....
O rapaz atônito, em choque, também não conseguiu e pra meu desespero foi arrastado e lixado vivo...e eu em choque pensava....
- Que merda eu to fazendo aqui????
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Oftalmo – never more look at my face... parte II

Hahahhaha....voltei pra casa arrasada.... pensando o que poderia estar causando aquela dor de cabeça, já que os óculos estavam corretos.
E levantei a hipótese de estar sendo afetada pelas ondas magnéticas...rsrrs..... olha o grau....hahahha...
Desligava o modem toda a noite....hahahha....
E então....minha rotina mudou....de manhã uma neosaldina, depois do almoço um dorflex, e à noite um tylenol 750....
Tomava remédio como se fossem balinhas tic tac....e segurava o olho...
E assim outro mês passou...e numa semana dramática eu tive um colapso....
Não conseguia mais....24 horas de dor de cabeça....limitante, paralisante,...não tinha analgésico que sumisse com ela...
Parecia que eu ia ter um derrame ou um aneurisma....e ganhei 5 diárias no hospital...
Uma crise monstra de enxaqueca...dor alucinante 24 horas por dia, segurando o olho, compressa de gelo e tudo...
Deus me livre...never more...estado enxaquecoso...hahhaha,,,
Sempre pensei que enxaqueca fosse fingimento....pura ignorância... mas ainda me sinto ridícula ao dizer que :
- Sofro de enxaqueca.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
História da Nina - 2ª parte

A cirurgia demoraria 2 horas...
Fomos tomar café na padaria e, depois, caminhando pelo bairro, achamos uma igreja e nos sentamos e permanecemos ali, em silêncio...
Hora de retirar os bichinhos, os 3 dormindo anestesiados, pegamos o táxi e a Nina super grog da anestesia, acordou, com a língua pra fora e cambaleando dentro da caixa de transporte....colocava a pata e tentava me unhar...e miava baixinho reclamando....
Lôca varrida...um puta trânsito e eu nervosa...
Queria que o carro levitasse e, por cima dos outros, saisse voando do congestionamento, uma coisa 'jetsons'...
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Série “Sonhos e Pesadelos” 2º episódio

Putz!!!
Um dos pesadelos mais originais e tétricos da minha vida... até agora....
(sonho em preto e branco)
De repente... eu estava no apto de uma traveca....
Sentada na sala enquanto observava ela arrumando uma sacola de bebê...
ela ia e voltava...
pra lá e pra cá...
Encheu de roupinhas...
colocou a sacola no sofá, na minha frente, trouxe um pacote de fraldas descartáveis e 2 latas de leite em pó,
...deixou do lado da sacola, sentou e me disse:
-Bom...tá tudo aqui...agora ...toma o bebê...
E me entregou um bebê de uns 04/05 meses...fofo e gordinho...
Eu estava em silêncio e assim permaneci, apenas estendi meus braços e peguei o bebê, era como se tudo já estivesse combinado...sai do apartamento com a pequena bagagem e o bebê, ganhei a rua.
Estava numa praça quadrada, com algumas árvores no centro, e rodeada de prédios altos, virei a direita e entrei em um deles, eu morava ali, num andar bem alto, dava pra ver o telhado do prédio que a trava morava...
Abro a porta do apto , entro e deixo as coisas pelo caminho, o bebê no tapete e vou direto até a janela...
Imediatamente vejo a traveca se jogando do prédio, numa fração de segundo a cabeça saiu pela janela, depois o corpo, sentou no parapeito, deu um impulso e se jogou, em pé, o barulho, o sangue...pensei ...virou uma moeda, todos os ossos quebrados...
Muda....,
Estarrecida...
Olhos arregalados, ….coração a mil...
Desviei o olhar à direita, para o telhado de outro prédio e vi outra bee, vestida com uma túnica esvoaçante, rosa e branca, ...ela caminhou resoluta em direção a borda do telhado e se jogou..., de frente, com os braços abertos, pronta pra voar, e incrivelmente ela começou a planar... e ao invés de cair como uma pedra, como a outra, esta foi planando e descendo suavemente como uma folha de papel...mas morreu no final....
sábado, 17 de julho de 2010
TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo

Percebi que tenho uma mania … um TOC (talvez o primeiro de uma série...)....
Foi numa manhã qualquer que constatei meu comportamento compulsivo...
Observei que todas as vezes que me visto, sigo uma ordem, primeiro isso, depois aquilo...imutável..., autômata....
Mas não sei por que..., na hora de calçar os sapatos a coisa degringola....
Quando calço meias, visto primeiro o pé direito, e depois o esquerdo, (é mais confortável assim), mas continuo descalça e coloco primeiro o sapato no pé esquerdo....
Evito calçar o pé direito e quando sem querer eu faço isso , eu tiro e calço o esquerdo primeiro...
Um sentimento de angústia me toma, como se ao calçar o pé direito primeiro fosse acontecer algo ruim...má sorte...TOC....
Uma coisa lôca, mais forte que a razão.... e mesmo achando ridículo meu comportamento, não consigo evitar......
Eu tenho que tirar o sapato, para vestir primeiro o pé esquerdo, de qualquer jeito, todas as vezes.
Cheguei a essa conclusão depois de racionalizar que seria melhor, calçar primeiro o pé direito que já está com a meia...
Pensando com meus botões … uma razão plausível para tal.... aventei a hipótese …..será que eu ajo assim pra demonstrar que eu não tenho um pé preferido ???? Hahahahaha....igualdade...
Hahahhahahha....
Escolhi o pé direito pra por a meia e o esquerdo pra por o sapato....pra um não ficar com raiva do outro...que loucura....
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